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RÉDEA CURTA

contosdosidao
27 de ago.
2 min de leitura

Na minha vida, passei por um divórcio complicado. Da união restaram dois filhos ainda pequenos à época da separação. Por diversas razões, tive que abandonar o lar. Penso que nunca deixei de estar perto. Fui realmente severo com a minha filha durante a adolescência, como se fosse um guarda-costas bem rigoroso.

 

Possuo uma casa na praia. Quando minha filha ia ao “centrinho” nos finais de semana, eu estabelecia um horário para que ela voltasse para casa. No horário combinado para que ela voltasse, eu saía de carro para buscá-la. Antes da meia-noite, sempre. No painel do carro, colocava um sinalizador semelhante ao utilizado pela polícia. O que lhe provocava vergonha e raiva. Ela se irritava muito comigo!

 

Na verdade, acreditava que estava exercendo uma proteção paternal comum. No entanto, ela nunca compreendeu que minhas ações eram motivadas pela preocupação com sua segurança.

 

Portanto, cada fim de semana, a mesma situação ocorria. O tempo passou e ela cresceu. Em determinado momento, ele decidiu que não poderia continuar recebendo esse tipo de atenção, que era excessiva e, talvez, até mesmo severa demais. Começou a se dirigir para a casa de uma amiga, que ficava a quilômetros de sua própria residência. Eu tive que aceitar!

 

Cada vez que acendo uma lâmpada azul, que ainda está presente em um dos banheiros da casa, sou transportado para aqueles momentos e me lembro dela. Ela também se lembrará do raio de luz azul que eu mantinha iluminado...

 

Diferente desta situação constrangedora, meu filho gostava das boates na mesma praia. Ele é mais velho do que ela. Independentemente de qualquer circunstância, eu nunca tive decepção. São filhos excelentes, que não se envolveram com drogas nem com problemas semelhantes. Em certas ocasiões, precisei ser mais rigoroso. Mas... vamos esquecer isso.

 

Quando estou em casa, na praia, gosto de ouvir minhas músicas. As últimas canções noturnas são dedicadas para algumas pessoas. Uma delas, sempre que a toco, é uma forma de prestar homenagem ao meu filho. Ele tem plena consciência do que é!

Um dia, em um futuro longínquo, ele relatará essa história a seus filhos ou netos. Independentemente de minha presença aqui, ficarei imensamente feliz!

 

Agradeço imensamente pelos bons filhos que tenho! Claro que existem defeitos. Peço desculpas por meus eventuais erros cometidos.

 

Contudo, também desejo que me aplaudam pelos meus acertos!!!

 

Autor:  Sidnei Duarte

 
 
 

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