QUANDO A FESTA DE CASAMENTO ESQUENTA

Há muitos anos, um casamento foi celebrado. Nessa época eu possuía um sistema de som profissional e, de vez em quando, fazia a sonorização das festas da minha família e amigos. Não havia motivação financeira.
Certa vez, um amigo me convidou para sonorizar uma festa de casamento. As caixas de som eram gigantes, e era sempre necessário ter alguém para ajudar tanto no transporte quanto na montagem de todo o sistema. As canções provenientes de discos de vinil, reproduzidas em dois toca-discos, juntamente com todo o equipamento de equalização e amplificação. O áudio estava excelente.
Convidei para auxiliar meu primo amigo do peito que aceitou na hora. De fato, foi por meio dele que recebi o convite.
Finalmente, chegou o sábado, o dia tão aguardado da celebração do casamento. No período vespertino, carregamos e montamos todo o aparato no salão de festas.
Realizamos os testes iniciais e estava tudo preparado. Quando a noite desceu, os convidados começaram a chegar. Então, em determinado momento, o casal recém-casado fez sua entrada no salão ao som de "New York, New York" e, logo em seguida, a tradicional valsa.
A situação estava ocorrendo conforme o previsto. E as canções foram trocadas por diversos ritmos populares da época. Conforme o tempo avançava, a pista de dança permanecia sempre cheia.
Meu primo estava sempre ao meu lado. Lá pelas tantas disse a ele que eu precisava ir ao banheiro e dei a seguinte instrução: - Ninguém toca nos equipamentos e me virei de costas em direção ao banheiro. Há pouco tempo, barulho e ouvi gritos vindos do salão e, ao sair do banheiro, encontrei meu primo rolando no chão justamente com o noivo. Foi a mesma pessoa que fez o convite para dar vida sonora à festa.
Pensei: - De que maneira posso me livrar dessa situação complicada.
As mulheres se corriam rapidamente para um lado, enquanto os homens foram para o outro no salão de festas.
Eu precisava agir para pôr fim à confusão. Agarrei meu primo por trás, ele não reconheceu quem eu era e, em um impulso, me empurrou, o que nos fez colidir em uma pirâmide de copos que estava sobre várias mesas.
Não é necessário mencionar que os copos flutuaram por toda parte, com muitos se quebrando e outros apenas rolando pela pista de dança.
Gritei para o meu primo: - Pára, vão chamar a polícia. Pegue um táxi que está parado na frente e some.
Ele não concordou imediatamente com a ideia de parar de brigar com o noivo. Quando conseguia chegar até a porta de saída, ele colocava os dois pés nos marcos da porta e se impulsionava para dentro, e nós caíamos novamente várias vezes. Depois de muito esforço, consegui persuadir meu primo a partir.
A festa chegou ao seu auge, com os convidados começando a se retirar, e logo depois eu precisei parar as músicas.
Finalmente festa concluída!!! No dia seguinte, voltei com meu primo para pegar o equipamento.
Perguntei o que aconteceu. Ele disse: - Tu não avisou para ninguém mexer no som? Certamente que afirmei isso. Então, quando o fulano veio para intervir, eu deixei claro que não era necessário. Ele me pressionou e eu não tive outra opção.
Creio que nunca mais falamos sobre o que aconteceu. O noivo que brigou também não se manifestou.
Após isso, decidi que não iria mais sonorizar as festas.
Foi desse modo que a celebração do casamento ganhou energia inesperada e esquentou prá valer...Um forte e grande abraço ao meu primo parceiro e companheiro.
Autor: Sidnei Duarte




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