OS VINTE E CINCO CENTAVOS
- contosdosidao
- 6 de mar.
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Ontem fui ao mercado perto de minha casa. Ao sair das compras passei numa tabacaria próxima, que também funcionava como banca de revistas. Pedi a atendente um maço de cigarros, e ao meu lado estava uma senhorinha. A atendente, muito simpática, perguntou:
- Como o senhor quer pagar?
Falei:
- Em dinheiro mesmo. E aqui estão os trinta reais.
A atendente da revistaria perguntou se eu tinha vinte e cinco centavos para o troco. Eu não tinha.
Olhei para a senhora, que estava ao meu lado, e perguntei:
- A senhora tem vinte e cinco centavos?
Ela respondeu que não.
Então a atendente disse:
- Se o senhor tiver dois reais ajudará muito no troco.
Eu também não tinha.
Novamente virei para a senhora e perguntei se ela tinha dois reais, não escondendo o riso sutil.
Ela repetiu que não tinha. Tudo bem. Virei-me a atendente e disse que não tinha nem os centavos e nem os dois reais.
A atendente, não sei por qual motivo, começou a sorrir.
Então eu prometi:
- Pode ficar tranquila que eu vou até o meu carro, e lá eu sei que tenho algumas moedas. Quando retornar a gente se acerta. - Tá bom – compreendeu a atendente.
Aquela senhora continuava a folhear os livros e as revistas da banca.
Fui até o carro, larguei as compras, e peguei a carteira onde tinha mais dinheiro em espécie.
Quando eu voltei, aquela senhora ainda estava lá. Entreguei à atendente o trocado solicitado.
Ao sair, virei para aquela senhora e ofereci vinte e cinco centavos. Ela espantada perguntou
- Por que esse dinheiro?
Eu rebati:
- Se a senhora não tem vinte e cinco centavos, nem dois reais, eu posso lhe ajudar de alguma forma. Se a senhora está precisando, eu tenho um pouco mais do que esses vinte e cinco centavos.
Ela ficou sem jeito, e a atendente deu um belo sorriso fazendo um gesto com o polegar de positivo. Ninguém naquele ambiente estava malvestido, nem com aparência de estar em extrema necessidade. Eu apenas queria saber a reação da pessoa, ao responder com muita educação e alegria a um ilustre desconhecido como eu, tentando fazer uma boa ação.
Moral da história: Todos nós podemos ajudar uns aos outros de alguma forma, mesmo sem ter sido chamado para uma extrema necessidade. Texto de Sidnei Oscar Duarte.
Edição/ Revisão: Ulisses Correa Duarte Imagem: FreePik (todos os direitos)




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