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O CACHORRINHO DE PELÚCIA

  • contosdosidao
  • 8 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de ago.



Já faz um tempo, um pai ficou sensibilizado com sua filha de apenas 4 anos por pedir de presente um cachorrinho para brincar, acariciar e servir de companhia. Naqueles dias, o dinheiro era escasso e o pai não tinha condições financeiras de adquirir um pequeno de raça.

 

Visitou várias lojas pets. Todas tinham algum cachorrinho de raça para vender. Mas o valor era muito alto para as condições financeiras daquele homem. Pesquisou tanto até que encontrou uma solução alternativa para dar uma dose de felicidade à pequena filha.

 

Acabou comprando um cachorrinho de pelúcia. Colocou-o em uma linda caixa de presente. Chegando em casa, encontrou a sua filha muito triste. O pai perguntou:

- Por que está triste minha filha?

Ela respondeu:

- Eu quero um cachorrinho!

 

O pai sorriu, pegou junto à porta de saída da casa uma caixinha.

– Não esqueci de você. Aqui está o seu presente.

  

A menina, apressada, abriu a caixa e encontrou a linda pelúcia. Retirou o peludo da caixa e logo jogou no chão ao se pôr a chorar.

– Pai, eu queria um cachorrinho de verdade.

O pai explicou que seu dinheiro só daria para comprar esse cachorrinho de pelúcia.

 

O pai juntou no chão o presente, também chateado, e colocou o bichano junto ao seu peito. Seguiu dizendo à filha que a mamãe já não estava entre nós e, certamente, ficaria muito contente em ganhar aquele simples presente.

- Lamento muito que ela partiu. Quem sabe lá no céu ela ficaria feliz em ter um cachorrinho, mesmo que um de pelúcia.

 

Com os olhos embaçados o pai estendeu o presente para sua filha e disse:

 - Isto é para ti e para tua mamãe.

A menina se sentiu envergonhada.

 

Pegou o cachorrinho no colo, afagando-o de carinho.

– Pai, vamos colocar um nome no nosso cachorrinho e da mamãe? Quem sabe Dudu?

Escolheu bem, disse o pai. Quando pequeno também tive um cachorrinho chamado Dudu que, infelizmente, está ao lado da mamãe. Tenho saudades!

 

Pôs seus braços ao redor de sua filha e disse:

- Quando o papai puder vai te dar um Dudu de verdade.

 

Dizem que o homem e sua filha dormiam sempre juntos em sua cama agarrados no Dudu. O pai sempre que se sentia derrubado, pegava o cachorrinho, acariciava a pelúcia com saudades de sua esposa e do Dudu verdadeiro.

 

Essa narrativa tem duas facetas: uma imaginária e outra verdadeira.

Em uma forma muito sensível, cada um de nós temos algo cheio de amor recebido de nossos filhos, amigos e de Deus.


Ninguém poderia ter uma propriedade ou posição mais carinhosa e real que o exemplo contado nessa narrativa.

Qualquer semelhança é mera coincidência.

  

Autor: Sidnei Duarte

Revisor: Ulisses Correa Duarte

 

 Imagem por FreePik.

 
 
 

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