O ANIVERSÁRIO AO LONGO DO TEMPO
- contosdosidao
- 23 de abr.
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Atualizado: 30 de ago.

O aniversário é uma data que nossa sociedade sugere que todos nós, independente de credo, cor ou classe social, comemoremos em completa alegria. Entretanto, em muitos casos, dependendo de nossa situação naquela data, é um evento onde se encontra muita introspecção.
A marcação temporal de um novo ciclo de vida, o dia de aniversário, ou seja, o dia no ano de nosso nascimento, serve como um lembrete da velhice. Lembrete que gera inquietação, já que sabemos que os anos se passam muito rapidamente. Ontem, éramos jovens cheios de vida. Ganhamos, evoluímos, conquistamos, avançamos, nos satisfizemos com garotas, festas e tantas outras fruições da idade mais tenra.
Aquilo era o bastante naquela época, mas, à medida que os anos correm, nos deparamos com uma nova realidade: já não somos mais os mesmos, os jovens e cheios de desejos de outrora. Hoje, lidamos com deveres de toda a espécie. Somos pais e temos uma casa para cuidar, o que antes não era assunto de nossa responsabilidade.
Quando lidamos com as duras realidades nas mortes de entes queridos, as coisas se tornam ainda mais sérias. A infância e a juventude ficaram para trás. Ao longo de cada ciclo de vida, habitamos um universo de perdas e conquistas.
Espera-se que o aniversário seja “um dia extremamente único do ano". Para quem ultrapassou a barreira dos 60 anos, a situação é diferente.
Compreender que não é necessário celebrar a passagem do tempo, pode trazer um bom alívio. Respeitar os ciclos e a vontade de silêncio, ou de uma celebração discreta, é muitas vezes a maneira mais saudável de lidar com a data, permitindo que sintamos o passar do tempo de nossa forma.
É assim que buscamos encontrar e, continuarmos a sonhar, com a nossa mais sincera felicidade.
Porto Alegre, 22 de abril de 2026.
Autor: Sidnei Duarte
Revisor: Ulisses Imagem: FreePik (todos os direitos reservados)




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