FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM
- contosdosidao
- 21 de ago.
- 3 min de leitura
Atualizado: 22 de ago.

Durante uma visita informal a uma clínica geriátrica (pois o futuro é incerto), fui recebido de maneira muito cordial, e a equipe me mostrou todas as instalações, que estavam extremamente limpas e organizadas. Além disso, fui convidado a almoçar com eles. Uma refeição deliciosa!
No entanto, depois do almoço, vi que o pessoal estava cabisbaixo, sem entretenimento. Surpreendente, não havia nenhum televisor sintonizado. Questionando a razão por trás dessa situação. A justificativa foi que estavam danificados e que a clínica não tinha fundos suficientes para repará-los. Percebi, no meu coração, um ritmo distinto, e questionei:
- Posso ajudar em alguma coisa?
- Você conserta televisores?
- De jeito nenhum!
- Não existiria outra forma de oferecer ajuda?
A resposta chegou de pronto:
-Caso tenha uma televisão usada disponível, ficaríamos muito gratos!
Observei ao meu redor e refleti que precisava encontrar uma solução para essa situação. Então a resposta surgiu para mim!
Ao pesquisar, deparei-me com um anúncio que despertou meu interesse! Uma loja estava vendendo televisores por R$ 1.000,00. Fui correndo para a loja.
Enquanto eu estava em negociação com o vendedor, que já me conhece, e, em seguida, com o gerente da loja, havia um senhor ao meu lado, mas não sei se ele estava fazendo alguma compra.
Ele disse:
- Escutei as conversas e me emocionei com o assunto. Você está utilizando seus próprios recursos para auxiliar os idosos?
Eu respondi:
- Claro que sim! Estou adquirindo isso para trazer um pouco de felicidade a esses idosos que estão na fase final de suas vidas.
-Mas está ciente de que ninguém irá ajudá-lo!
- Sim! Mas isso não me importa! Estou aqui para ajudar, é isso que vou fazer!
O senhor perguntou:
- Quantas pessoas já o ajudaram a contribuir?
- Ninguém.
- Então, tenha em mente que poucas pessoas possuem a mesma capacidade que você para oferecer ajuda. Tenho plena consciência do que estou dizendo. Na minha vida, passei por diversas situações semelhantes, e ninguém, seja da família ou não, ofereceu qualquer tipo de ajuda. Portanto, começo a valorizar a sua posição. Desculpe, eu estava apenas escutando e me identifiquei com a mesma situação que vivi. Quanto você está pagando pelo televisor?
- Consegui fechar em R$ 1.000,00.
- Posso te dar uma ajuda?
- Com certeza respondi.
Ele colocou a mão no bolso, retirou o dinheiro e declarou:
- Como você me autorizou, isso é para o benefício daquelas pessoas!
Ele me deu um “enroladinho” de dinheiro! Quando abri, fiquei surpreso. Havia lá R$ 500,00 (quinhentos reais)! O vendedor e o gerente comentaram:
- Jamais presenciamos algo assim.
Quando me virei, comovido, para expressar minha gratidão, o senhor já não estava mais presente!
Com poucas palavras, esse homem anônimo me ensinou que o que realmente importa não é o saldo da conta bancária, mas a consciência de que temos a capacidade e a responsabilidade de ajudar uns aos outros.
Com o que eu tinha, efetuei a compra e regressei à clínica. Chamei a proprietária e entreguei a caixa com o televisor!
A mulher se emocionou e afirmou que ninguém jamais havia feito algo assim pela clínica.
Respondi:
- É dessa forma que sou. Estou sempre pronto para ajudar aqueles que necessitam. Não há o que agradecer. Minha mãe me ensinou que, por dever, devemos fazer o que estiver ao nosso alcance para auxiliar os outros!
Ela, com os olhos marejados, disse:
- Sua mãe te deu uma grande educação. Se todos fossem iguais o mundo seria um lugar muito melhor! Que o Senhor te guarde!
- Ele já está fazendo o que está ao seu alcance. Agora é minha vez de retribuir!
De fato, habitamos um mundo marcado pelo egoísmo, onde a prioridade é sempre eu mesmo! Você também pode fazer a diferença.
Autor: Sidnei Duarte




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