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DEVEMOS OU NÃO ACREDITAR NAS CARTAS DE TARÔ???

contosdosidao
22 de set.
4 min de leitura

O tarô é um conjunto de 78 cartas que serve como instrumento para autoconhecimento, reflexão e orientação, dividindo-se em arcanos maiores e menores. Função principal: Auxilia na clareza do presente, no entendimento emocional e na tomada de decisões, sem se limitar à previsão do futuro.

 

O tarô (francês: tarot) é um oráculo e um baralho, tanto para fins recreativos quanto esotéricos, que se tornou especialmente popular no século XVIII. Desde o renascimento, há registros de que a nobreza italiana utilizava este tarot, e as regras oficiais são divulgadas pela Federação Francesa de Tarot. 

 

A partir do século XVIII, as cartas começaram a ser utilizadas para a previsão do futuro e, desde o final do século XIX, elas fazem parte do núcleo do esoterismo contemporâneo, ao lado da cabala, da astrologia e da alquimia. Quando empregado na adivinhação, cada um deles é chamado de arcano, termo que significa "mistérios ou segredos a serem desvendados" e que foi adotado pelos ocultistas do século XIX. 

(Texto extraído da internet)

 

Muito bem, vamos abordar um fato específico. Minha amada avó, que faleceu há muitos anos, era benzedeira e utilizava o tarô para aqueles que solicitavam. 

 

Vou contar apenas uma passagem que foi prevista por ela utilizando as cartas de tarô.

 

 Certa vez, meu irmão, que é seis anos mais velho do que eu e atualmente tem mais de setenta anos, decidido saber o que a vó poderia dizer sobre o seu futuro próximo nas cartas de tarô.

Sentou-se ao lado da vovó no altar que ela tinha em sua casa, enquanto a vovó ia jogando as cartas de um jeito que só ela sabia e conseguia interpretar os significados. 

 

Tudo está normal até agora. Mas lá pelas tantas ela virou uma carta e seus olhos azuis lindos arregalaram e ficou alguns segundos em silencio absoluto. Meu irmão perguntou: - Vó, o que a senhora está vendo nas cartas? 

 

E ela disse: - Algo muito ruim, meu neto, pode ocorrer com você. - Por favor, diga-nos o que a senhora percebeu nas cartas. - Meu neto, evite sair com  seu carro por alguns dias. E não se afaste demais. Algo grave pode ocorrer. 

 

Imediatamente ele pensou a vó está ficando caduca.

Dirijo de maneira tão competente e responsável que seria impossível algo de mal pudesse acontecer. Ele não deu a menor importância, mas, na realidade, as cartas indicaram uma premonição. 

Poucos dias depois, meu irmão e mais três amigos decidiram passar um dia no litoral gaúcho, que fica a cerca de 120 quilômetros de Porto Alegre. Lotaram o carro e seguiram viagem. Está tudo certo até aqui. 

 

Depois de atravessar a auto estrada chamada de ”FREE WAY”, logo em seguida, entraram na famosa estrada do mar que dá acesso as praias gaúchas.

 

Não tenho certeza se ele falou com os outros amigos sobre o aviso da minha avó que ele estava ignorando. 

 

No meio do caminho, por motivos inexplicáveis, a roda dianteira direita do carro se soltou, o que fez com que o veículo perdesse completamente sua estabilidade. Resultando uma série de capotagens. O impacto fez com que as portas se abrissem, e meu irmão foi arremessado para fora do carro pela porta do amigo que estava ao seu lado, enquanto este também foi projetado pela outra porta. 

 

Os dois, que estavam sentados no banco de trás, tiveram a sorte de serem jogados para frente dentro do carro, e o teto os pressionou, o que impediu danos maiores. Isso não ocorreu com meu irmão, que foi direto e arrastado pelo asfalto, lixando parte de seu corpo, mas sobreviveu. O outro que ocupava o banco do caroneiro teve mais sorte e foi lançado para fora no acostamento, caindo em um matagal à margem da estrada, sem sofrer nenhum ferimento. A polícia chegou de imediato com os anjos da asfalto (como eram chamados os socorristas naquela época). Imediatamente, conseguiram resgatar os dois amigos que estavam presos dentro do carro, e eles não sofreram nenhum ferimento. Dos quatro amigos, apenas o meu irmão se deu mal. Mas e o carro? O que restou do carro? Ele foi trazido para Porto Alegre em cima de um caminhão e, ao chegar em nossa casa, foi simplesmente foi jogado na frente. 

Meu irmão passou muito tempo para se recuperar dos problemas causados pelo acidente.

 

Meus pais, na época entristecidos com a situação, perceberam que, naquele momento, ele havia perdido seu único bem, um carro adquirido com muito esforço e dedicação, que foi rebocado para os reparos. 

 

Até hoje não consigo entender exatamente o que minha avó comentou com meu irmão, mas imagino que tenha sido algo breve, como: - Eu bem que te avisei. As cartas sempre dizem a verdade!!!

 

Não sei se foi apenas uma coincidência ou se as cartas de tarô realmente previram o que poderia ocorrer. Meu irmão se recuperou rapidamente e voltou a ser como era, enquanto o carro levou meses para voltar a circular. 

 

Aquele acidente que as cartas de tarô previram, nunca pedi para a minha amada avó fazer a leitura das cartas para mim, e creio que nem meu irmão teve coragem de retornar e perguntar novamente o que as cartas de tarô mostravam. 

 

Esta narrativa verdadeira pode incluir outras pessoas que enfrentaram experiências semelhantes através das cartas de tarô. De maneira alguma estou afirmando ou dando ouvidos a previsões vindas das cartas de tarô. 

 

No entanto, há um ditado que afirma: "No creo en brujas, pero que las hay, las hay." 

 

Usamos no cotidiano quando nos deparamos com situações improváveis ou estranhas que desafiam nossa descrença. 

 

Significa que, mesmo quando uma pessoa nega ou questiona algo de de forma racional, reconhece que existem forças, coincidências ou coincidências ou situações misteriosas difíceis de explicar na realidade.

 

Há quem diga que acredita fielmente nas cartas de tarô, enquanto outros não compartilham dessa crença. 

 

E você confia nas cartas de tarô?

 

Autor: Sidnei Duarte


 
 
 

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