APRENDENDO NO AMOR
- contosdosidao
- 30 de abr.
- 1 min de leitura
Atualizado: 30 de ago.

Fui convidado a visitar a clínica mais uma vez. A clínica de reabilitação onde passei alguns meses de minha vida. Durante a reunião, três internos que estão deixando a clínica compartilharam seus depoimentos sobre a experiência de estar em um ciclo fechado. Falaram também como é estar fora da clínica. O fim do ciclo terapêutico se deu e eles afirmam que não recaíram.
Todos foram unânimes e relataram experiências semelhantes às que vivi, embora com algumas diferenças. De acordo com eles, o que mais incomoda fora da clínica são as perguntas e críticas desnecessárias, especialmente por parte de familiares e amigos. Eu narrei essa situação na crônica: “Quando tudo parecia o fim”.
Todas as pessoas concordaram que críticas sobre o que foi realizado no passado não contribui para a recuperação, apenas revive o trauma e reafirma a falta de esperança de que tudo possa ser superado.
Os internos que se mantiveram firmes, sem recair, concordaram que aprenderam a lição da forma mais difícil. Destacaram que retornar a uma pretensa realidade, sem o olhar crítico constante sobre o passado, seria de grande ajuda.
Todas as pessoas desejam deixar o ocorrido para trás, sem se sentir pressionadas. Para isso, insistem em contar com o apoio de seus familiares e amigos para dar conta do vivido no tempo presente.
Na mesma reunião, solicitaram que eu falasse também. Dei meu depoimento e, ao concluir meu discurso, utilizei o seguinte lema:
- É MELHOR APRENDER NO AMOR DO QUE NA DOR.
Porto Alegre, 23 de abril de 2026.
Autor: Sidnei Duarte
Revisão: Ulisses Correa Duarte
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