BREVE HISTÓRIA DE MINHA VIDA
- contosdosidao
- 26 de jul. de 2025
- 3 min de leitura

Meu nome é Sidnei Oscar Duarte. Nasci num sábado, às 14 horas, no dia 5 de março de 1955; sou natural de Porto Alegre (tenho 70 anos). Dei algum trabalho a minha mãe porque já tinha ela havia perdido alguns bebês antes de eu vir ao mundo. Estudei nos melhores colégios de minha região, mas nunca fui o melhor exemplo de vida escolar.
Minha querida mãe foi dona de casa e costureira e meu pai, muito habilidoso, era comerciante. Em um momento da vida, ele parou parcialmente a sua atividade para dedicar mais horas para ajudar nas costuras no ambiente doméstico. Assim, com apenas 12 anos assumi a posição do meu pai no seu comércio. Fui bem-sucedido na tarefa.
Lá pelas tantas, meu pai vendeu o negócio e parti aos 15 anos a alçar voo solo. Trabalhei em várias agências de publicidade. Fui bem-sucedido nelas e parabenizado pelos meus esforços em aprender rápido o ofício.
Aos 17 anos me chamou atenção a carreira militar. Servi por 1 ano assumindo várias tarefas com veículos pequenos, médios e de grande porte. Os oficiais, ao verem meu desempenho, promoveram-me à motorista do comandante. Já estava esquecendo. Entrando para o Exército brasileiro, numa conversa com meu irmão mais velho eu prometi que sairia condecorado. Ele teve um ataque de gargalhadas e disse que se ocorresse esse fato ele me daria o seu veículo. Aceitei sem pestanejar.
Ao final de meu tempo como militar fui considerado o melhor soldado. Fui condecorado e recebi todas as honrarias dos meus superiores. Meu irmão cumpriu a sua palavra e eu ganhei o seu veículo.
Ao concluir o meu ciclo de um ano no Exército, fui chamado pelo comandante. Ele me orientou a seguir a carreira militar. Por vários motivos acabei não aceitando.
Fui buscar novos desafios e, por recomendação daquele comandante, abriu-se a porta de outro emprego. E, assim, pouco a pouco fui crescendo. Cheguei a ser proprietário de duas empresas nas áreas de marketing e eventos, onde aprendi muito. Tive experiências algumas experiências fantásticas, como a realização de vários shows e congressos espalhados pelo Brasil.
Nesse meio tempo, fui casado por 10 anos ficando como frutos um casal de filhos que não seguiram a minha carreira, mas absorveram o meu conhecimento e certamente aplicaram nas áreas que atuam.
Fui convidado para ser empresário de alguns artistas famosos e assumir outros desafios profissionais naquele tempo.
Por outros fatos, não tão importantes, me divorciei da mãe dos meus filhos. A partir desse ponto muitas coisas boas e, outras não, ocorreram. Sempre mantive a cabeça erguida que muito me orgulho. E a vida seguiu trazendo a vontade de caminhar sempre para frente.
De lá para cá, evidente que tive derrotas. Felizmente, consegui entrar e sair das situações sempre de forma honrosa.
Meus maiores problemas de saúde foi quando perdi os meus pais, principalmente a minha querida mãe que estive ao seu lado, diariamente, por muitos anos até seu último suspiro. Não vou e não devo entrar em outros detalhes que me causaram muitas mágoas. Toda a dor de cabeça um dia passa.
Na atualidade, aposentado aos 70 anos não sou escritor nato mas escrevo contos e crônicas. Histórias todas reais. Conto sempre com apoio do meu filho na condição de revisor. E tenho a certeza de que muitos iram ler essas matérias e as histórias serão semelhantes.
Ao encerrar parcialmente a história da minha vida, jamais esqueci uma mensagem que me serve em muitas ocasiões:
A MARÉ
Eles pensam que a maré vai, mas nunca volta. Até agora eles estavam comandando o meu destino e eu fui, fui, fui, fui recuando, recolhendo fúrias.
Hoje eu sou onda solta e tão forte quanto eles me imaginam fraca. Quando eles virem a correnteza inverter, quero saber se eles resistem à surpresa, quero ver como eles reagem à ressaca.
E por aqui encerro a história parcial da minha vida.
Porto Alegre, 24 de julho de 2025.
Imagem: Freepik




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